domingo, 21 de setembro de 2014

JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO 2014

JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO 2014

CÂMARA MUNICIPAL DE ALPIARÇA /CASA DOS PATUDOS - MUSEU DE ALPIARÇA



As Jornadas Europeias do Património são uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, envolvendo cerca de 50 países, tendo como objectivo a sensibilização dos cidadãos para a importância da protecção do Património. 
Em 2014 o Tema Património, sempre uma descoberta, pretende chamar a atenção para a permanente novidade que o Património Cultural encerra, sempre actualizado através de novo conhecimento, de novas leituras e de novas interpretações, acompanhando a evolução das mentalidades, das ideias e também das modas. Com este tema pretende-se também evidenciar o enorme potencial contido no Património Cultural, seja ele construído ou imaterial, a sua enorme importância para um harmonioso e equilibrado desenvolvimento social e económico e para o papel de Cultura na sociedade. A permanente redescoberta do Património é também a constante redescoberta das nossas raízes, das nossas referências e da nossa identidade, tornando-se fundamental a sensibilização dos cidadãos para o seu conhecimento e para a sua protecção e valorização.

Pela elevada importância do evento mais uma vez a Câmara Municipal de Alpiarça associa-se a esta iniciativa.

À Descoberta das Casas-Museu

À Descoberta das Casas-Museu/Jornadas Europeias do Património 2014

Para Recordar...

Para Recordar...

Alpiarça, Festa da Liberdade, anos 70.

Publicidade à Casa dos Patudos.


Seja sempre bem-vindo à Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça

Foto - Ricardo Hipólito

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Peça do mês - Agosto



Mar de Espuma
Aguarela sobre papel colado em cartão
Século XX (1922)
Roque Gameiro
42cm L. 32,4cm
CP – MA
 Inv. Nº 84.830


O incremento da arte da aguarela no nosso país remonta aos finais do século XIX, destacando-se o contributo de muitos dos pintores portugueses da primeira geração do Naturalismo.
O crescente prestígio desta produção pictórica vai despertando o interesse de vários artistas. Ao entrar no século XX há uma verdadeira escola de aguarelistas portugueses, cujo percurso pode ser seguido, ano após ano, através das exposições promovidas pela Sociedade Nacional de Belas Artes.
Como referência fundamental temos Alfredo Roque Gameiro (1864 - 1935), um dos discípulos predilectos de Casanova que completou a formação na Alemanha e se tornou mestre dos mestres. Contribuiu para a emancipação da arte da aguarela e foi reconhecido como "o primeiro aguarelista português".
A obra " Mar da Espuma" é uma aguarela representando o mar com rochas (Penedo do Guincho - Santa Cruz), em primeiro plano a água muito espraiada, tem a predominância do amarelo. A obra apresenta uma técnica segura, patente no admirável colorido em que se destacam os efeitos de transparência e variedade cromática. A moldura é em madeira e gesso dourado escuro.
A obra está assinada pelo artista. Foi adquirida por José Relvas na Exposição de Aguarelas de Roque Gameiro, custando 5.000 escudos.

sábado, 26 de julho de 2014

Peça do mês - Julho

Conjunto de seis cadeiras
Vinhático, pau-rosa, damasco e metal
Século XX
Raul Lino
A. 84 cm L.50 cm C.45,7 cm
CP - MA
N.º Inv. 84.691
 

Este conjunto de seis cadeiras da autoria de Raul Lino, arquitecto da Casa dos Patudos, demonstra a versatilidade do artista. Datado da altura do seu início de carreira, este conjunto exemplifica o espírito inovador de Lino e a sua proximidade com José de Mascarenhas Relvas, que confiou não só a planificação do edifício, como também a criação de elementos decorativos. 
De inspiração Arte Déco, estas cadeiras com seda adamascada amarela no acento, estritamente estilizadas e com elementos vegetalistas no espaldar, com forma de cogumelo, ilustram o ecletismo do vocabulário plástico do arquitecto. Os braços das cadeiras terminam em cabeça de águia (metal) e os seus pés são lisos com uma ligeira curva e contra curva.

Fotografia – Fátima Neno

terça-feira, 1 de julho de 2014

Isto é Matemática T07E12 Évarist Galois uma novela matemática - Gravado na Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça

Peça do mês - Junho



Campino da Lezíria do Ribatejo
Óleo sobre Tela
Século XX (1924)
Simão da Veiga
A. 798mm C. 643mm
CP – MA
Inv. Nº 84.35

Também representado na colecção da Casa dos Patudos está Simão da Veiga, o pintor alentejano, com formação parisiense desenvolveu obra pictórica onde os retratos, a paisagem e as pinturas de costumes dominam. O pintor naturalista ao longo do seu percurso artístico valoriza uma temática onde se destaca a vida ligada ao campo e às touradas, nas duas obras apresentadas estão retratos campinos, na lezíria do Ribatejo. Na obra datada de 1924, Campino na Lezíria do Ribatejo, um velho campino, em cima do seu cavalo e apoiado no pampilho olha certamente o gado, vigilante, guardião da lezíria, apresenta na sua força da representação tudo o que está relacionado com o seu mundo. 

Fotografia – Vítor Lopes