terça-feira, 7 de julho de 2015
Peça do mês - Junho
Santo António e o Menino
Pintura a óleo sobre tela
Século XVII
Alonso Miguel de Tobar (Escola Sevilhana)
189 cm X 141 cm
CP – MA
Inv. Nº 85.1
A par da pintura portuguesa, a pintura espanhola é uma constante na
colecção da Casa dos Patudos. Alonso Miguel Tobar (1678- 1758) foi um
seguidor e aprendiz de Murillo, chegando a ser o seu copista oficial e
mais tarde pintor real da corte de D. Filipe V. A escola de Murillo foi
um foco da pintura barroca sevilhana, caracterizada pelas suas
representações realistas utilizadas como instrumentos de divulgação da
doutrina religiosa.O momento captado é de grande intensidade dramática, o
da aparição do Menino Jesus a Santo António. A tonalidade da pintura é
bastante escura, sendo o Menino e Santo António os elementos iluminados e
mais notórios. Santo António está ajoelhado junto a uma mesa, na qual
está um livro vermelho, no topo da pintura está o Menino Jesus que,
parece descer na superfície de uma nuvem. Santo António segura o seu
manto com uma mão e com a outra recebe o menino. O menino traz uma
pequena cruz na mão, os dois olham-se e parecem dialogar.
Menção Honrosa - Prémios APOM 2015
O passado mês de maio foi relevante para a Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça. Nos 50 anos da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), a Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça foi distinguida com a Menção Honrosa do Prémio Projecto Internacional. Este prémio foi atribuído no âmbito do Projeto Animals in arts and nature, que se integrou no programa Comenius em parceria com o Agrupamento de escolas José Relvas.
Esta Menção Honrosa foi atribuída pela Associação Portuguesa de Museologia foi um importante reconhecimento do trabalho que foi conjuntamente desenvolvido pela Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça e o Agrupamento de Escolas José Relvas. Expressamos aqui toda a nossa gratidão a todas as pessoas que tornaram este Projecto possível.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Lançamento da Revista Glosas
Realiza-se no próximo dia 29 de Maio de 2015 o lançamento do 12º Número da Revista Glosas na Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça, com o seguinte programa:
21:30 - Atuação do Grupo The Bells Brass Ensemble.
22:00 - Apresentação da Revista, seguida de visita guiada ao Retrato de Domenico Scarlatti.
Aceite o convite
Peça do mês - Maio
Camponesa
Aguarela sobre papel
Século XX (1910)
João Alves de Sá
51 cm X 33,5 cm
CP – MA
Inv. Nº 84.822
51 cm X 33,5 cm
CP – MA
Inv. Nº 84.822
O incremento da arte da aguarela no nosso país remonta aos finais do
século XIX, destacando-se o contributo de muitos dos pintores
portugueses da primeira geração do Naturalismo.
O crescente prestígio desta produção pictórica vai despertando o interesse de vários artistas. Ao entrar no século XX há uma verdadeira escola de aguarelistas portugueses, cujo percurso pode ser seguido, ano após ano, através das exposições promovidas pela Sociedade Nacional de Belas Artes.
João Alves de Sá (1878-1982) foi um dos mais apreciados aguarelistas da primeira metade de século XX, foi discípulo de Manuel Macedo e apesar de com ele tem aprendido a técnica, a mesma dos seus contemporâneos, segue um caminho próprio. Foi galardoado com a medalha de honra em aguarela da Sociedade Nacional de Belas Artes.
As obras de Alves de Sá representam um cromatismo suave e impressivo, evidenciando uma delicadeza sentimental que ultrapassa as características da escola naturalista, é o que reflecte esta obra, uma aguarela que representa uma camponesa, mulher do povo com vestes e lenço branco e xaile acastanhado traçado. Faz-se representar puxando a saia de um dos lados. A obra apresenta uma técnica segura e variedade cromática. A moldura é em pele com ornatos a dourado escuro.
A obra está assinada pelo artista.
O crescente prestígio desta produção pictórica vai despertando o interesse de vários artistas. Ao entrar no século XX há uma verdadeira escola de aguarelistas portugueses, cujo percurso pode ser seguido, ano após ano, através das exposições promovidas pela Sociedade Nacional de Belas Artes.
João Alves de Sá (1878-1982) foi um dos mais apreciados aguarelistas da primeira metade de século XX, foi discípulo de Manuel Macedo e apesar de com ele tem aprendido a técnica, a mesma dos seus contemporâneos, segue um caminho próprio. Foi galardoado com a medalha de honra em aguarela da Sociedade Nacional de Belas Artes.
As obras de Alves de Sá representam um cromatismo suave e impressivo, evidenciando uma delicadeza sentimental que ultrapassa as características da escola naturalista, é o que reflecte esta obra, uma aguarela que representa uma camponesa, mulher do povo com vestes e lenço branco e xaile acastanhado traçado. Faz-se representar puxando a saia de um dos lados. A obra apresenta uma técnica segura e variedade cromática. A moldura é em pele com ornatos a dourado escuro.
A obra está assinada pelo artista.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Dia Internacional de Monumentos e Sítios – 18 de Abril de 2015
Realiza-se no próximo dia 18 de
Abril o Dia Internacional de Monumentos e Sítios, instituído pelo ICOMOS
Internacional (Conselho Internacional de Monumentos e Sítios), que este ano celebra
cinquenta anos.
O tema do ano de 2015 é: Monumentos e Sítios:
Conhecer, Explorar, Partilhar.
O Dia Internacional dos
Monumentos e Sítios, foi instituído em 1982 pelo ICOMOS e aprovado pela UNESCO
no ano seguinte.
A partir de então, esta
data comemorativa tem vindo a oferecer a oportunidade de aumentar a consciência
pública relativamente à diversidade do património e aos esforços necessários
para a sua protecção e conservação, assim como chamar a atenção para a sua
importância.
O Dia Internacional de
Monumentos e Sítios, 18 de Abril, será comemorado pela Casa dos Patudos - Museu
de Alpiarça/Câmara Municipal de Alpiarça com o seguinte programa:

Data: 18 de Abril Ao longo do dia - Visitas Gratuitas à Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça.
18:30h
Conferência José Relvas e a encomenda da Casa dos Patudos: de Thomaz Praia a Raul Lino 1892-1904-1914
por Maria João Bonina
Grilo (Universidade Lusíada de Lisboa – Investigadora do CITAD).
Auditório/Edifício PolivalenteCasa dos Patudos - Museu de Alpiarça.
Peça do mês - Abril

Santa Cecília tocando harpa
Óleo sobre tela
Século XVIII
Círculo de Matia Pretti
57,1 cm X 47,0 cm
CP – MA
Inv. Nº 84.358
57,1 cm X 47,0 cm
CP – MA
Inv. Nº 84.358
A pintura italiana do século XVIII, do Círculo de Matia Pretti,
representa Santa Cecília, padroeira dos músicos. Em primeiro plano
aparece-nos Santa Cecília dedilhando harpa, um anjo que, em frente dela,
segura um livro de música, para o qual a Santa olha atentamente. No
ângulo superior direito, um outro anjo afasta um reposteiro verde, o que
nos permite ver uma orquestra de seis anjos sentados nas nuvens
tocando: violino, alaúde, flautas e violoncelo, um deles segura um livro
dando a sensação que está a cantar. Tanto a pintura de Santa Cecília
como a dos anjos, é um trabalho delicadíssimo de cor, pormenor e leveza.
Santa Cecília aparece representada com uma túnica comprida com mangas largas em azul claro, toda trabalhada com motivos prateados, um manto verde forrado a salmão preso num dos ombros. Na cintura, assim como no peito, uma porção de cinto ou galão largo dourado, trabalhado com pedrinhas. Na cabeça um “turbante” de seda branca e azul que é apanhado junto à testa por um medalhão.
Santa Cecília aparece representada com uma túnica comprida com mangas largas em azul claro, toda trabalhada com motivos prateados, um manto verde forrado a salmão preso num dos ombros. Na cintura, assim como no peito, uma porção de cinto ou galão largo dourado, trabalhado com pedrinhas. Na cabeça um “turbante” de seda branca e azul que é apanhado junto à testa por um medalhão.
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