sábado, 19 de setembro de 2015

1º Encontro da Associação Portuguesa de Casas-Museu

Realiza-se no próximo dia 25 de Setembro de 2015, na Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça o 1º Encontro da Associação Portuguesa de Casas-Museu, dedicado à temática Comunicar Património/Casas-Museu.
Consulte o Programa.


Entrada Gratuita (mediante inscrição prévia) 

Informações/Inscrições:
Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça
Tef. 243558321
email:museudospatudos@cm-alpiarca.pt

JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO 2015

JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO 2015
CÂMARA MUNICIPAL DE ALPIARÇA /CASA DOS PATUDOS - MUSEU DE ALPIARÇA

As Jornadas Europeias do Património são uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, envolvendo cerca de 40 países, tendo como objectivo a sensibilização dos cidadãos para a importância da protecção do Património.
Em 2015 as Jornadas Europeias do Património são subordinadas ao tema Património Industrial e Técnico. Com o objectivo de sensibilizar os cidadãos para o seu valor e para a importância de um olhar actualizado acerca das suas potencialidades e do seu futuro, o tema destas Jornadas remete-nos para um vasto conjunto do nosso património; envolvendo-nos a todos, está permanentemente presente no nosso quotidiano, e foi-nos deixando um legado que se revela em fábricas, pontes, moinhos, canais, linhas de caminho-de-ferro, lojas, vilas operárias, minas, portos, património da água e da luz, pequenas industrias artesanais, arquivos públicos e empresariais, entre muitas outras realizações da industria e da técnica, alguns ainda em uso e outros abandonados ou já reutilizados; todos eles são testemunho do engenho e criatividade de gerações passadas.
Pela elevada importância do evento mais uma vez a Câmara Municipal de Alpiarça associa-se a esta iniciativa.

sábado, 5 de setembro de 2015

Peça do mês - Setembro

Jarra A Vinha e o Vinho
Faiança
1895 (Século XIX)
Rafael Bordalo Pinheiro
67,5 cm X 51cm X 46 cm
CP – MA
Inv. Nº 85.78

A jarra alusiva à Vinha e ao Vinho sobre a qual escrevemos este mês, foi feita expressamente para a Casa dos Patudos, por Rafael Bordalo Pinheiro, na oficina das Caldas da Rainha, em Agosto de 1895. A jarra faz par com uma outra, também alusiva ao vinho e à vinha, adquirida na mesma época em que foi comprada a Jarra Beethoven, também da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro. Rafael Bordalo Pinheiro nasceu em Lisboa, em 1846 e faleceu nessa mesma cidade, no ano de 1905. Desenhador, caricaturista e jornalista, desenvolveu enquanto ceramista trabalhos notáveis, tendo criado a figura do Zé Povinho e realizado outros trabalhos grandiosos em faiança decorativa.
A peça A Vinha e o Vinho é feita em faiança vidrada de cor pérola, decorada com aplicações salientes em cor verde e castanha. A jarra é circular com bordo achatado, de forma bojuda, estreitando no colo. A sua base é larga e de forma circular.
Na parte de baixo do bordo da jarra existem aplicações de folhas de videira em cor verde, em jeito de friso. As asas da peça têm a forma de bustos femininos coroados com ramos de videira, que parecem assistir à cena representada.
Na face frontal do bojo podemos ver figuras em relevo da cor da jarra, uma delas é Pã tocando a sua flauta. A seu lado, encontra-se Sileno embriagado, carregado por um burro que está sobre um cesto de vime, que assenta num ramo de videira de cor castanha. O ramo de videira desenvolve-se ao longo do bojo e sobre ele estão pequenos sátiros sorridentes, que parecem roubar uvas. No colo da jarra existem folhas de videira de cor verde.
O pé da jarra é anelar e largo, sobre o qual estão aplicados cachos de uvas e folhas de videira de cor verde, novamente em jeito de friso.
A jarra é uma alegoria à vinha e ao vinho, onde aparece uma referência à mitologia grega, representada por Sileno, Pã e Sátiros, seguidores do deus Dioniso, deus do vinho.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Workshop O Essencial da Aguarela - Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça.

Workshop O Essencial da Aguarela
 
5 de Setembro - Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça.

Horário: das 10h00 às 12h30
e das 14h00 às 17h00.
Formador: João André.

sábado, 1 de agosto de 2015

Peça do mês – Agosto.


Marinha (Lequeitio)
Pintura a óleo sobre tela
1881 (Século XIX)
Carlos de Haes
46,9 cm X 29,8 cm
CP – MA
Inv. Nº 85.332

Carlos de Haes nasceu na Bélgica em 1826 e faleceu em Madrid em 1898. A sua formação foi feita com os pintores Luis de la Cruz y Rios e Jean Cruz.
Foi nomeado professor da cátedra de Paisagem da Escuela de Bellas Artes de Madrid em 1857. Carlos de Haes foi um notável pintor de paisagem e introduziu na pintura espanhola, ainda arreigada ao Romantismo, o estilo da escola de Barbizon, pintando ao ar livre e com grande realismo.
Na sua produção pictórica Carlos de Haes dedicou-se ao estudo sistemático de paisagens (rios e lagos), sendo menos frequente no seu trabalho representações do mar, o que confere a esta obra particular interesse.
A pintura representa os arredores da vila piscatória da Cantábria, Lequeitio, na província da Biscaia, País Basco. Em primeiro plano podemos ver um pequeno areal pontuado por rochas, que se finda nos rochedos de uma grandiosa falésia.
Do lado esquerdo da pintura vemos o mar, cuja rebentação das ondas se funde com o céu nublado. Do lado direito existe a falésia contra a qual o mar bate, resultando num confronto entre mar e terra, natureza versus natureza.
O centro da pintura é assinalado pela rebentação das ondas nas rochas que atrai o olho do espectador, devido ao contraste da espuma branca na falésia escura.
A pintura tem um carácter triste, quase melancólico, comum no Romantismo que é salientado pela frieza da paleta cromática, onde o azul, o verde e o branco são dominantes.
A obra foi adquirida a Emílio Velo (fotógrafo, negociante de arte e músico), em 1916.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

A obra de Sousa Lopes "Narcisos" pertencente à Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça integra a exposição "Sousa Lopes 1879-1944. Efeitos de Luz".

A obra de Sousa Lopes "Narcisos" pertencente à Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça integra a exposição "Sousa Lopes 1879-1944. Efeitos de Luz".
A exposição encontra-se patente no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (MNAC), de 18 de Julho a 8 de Novembro de 2015.

Adriano de Sousa Lopes Nasceu em Leiria em 1879. Formou-se na Academia de Belas Arte de Lisboa e foi bolseiro em Paris onde estudou com Fernand Cormon. Expôs em 1906, 1907 e 1912 no Salon de Paris. Durante a Grande Guerra foi artista oficial do Corpo Expedicionário Português (1914-18), período que inspirou a sua produção pictórica posterior. Destaca-se seguidamente com a sua pintura de cariz modernista, embora sem integrar o movimento. Sousa Lopes foi Director do Museu Nacional de Arte Contemporânea de 1929 a 1944, sucedendo a Columbano Bordalo Pinheiro.

Narcisos
Óleo sobre tela
S.d.
Sousa Lopes
72,1cmx42,8cm
N.º Inv.84.692
CP-MA

domingo, 19 de julho de 2015

A 19 de Julho de 1865 nasce D. Eugénia da Silva Mendes.



D. Eugénia Antónia da Silva Mendes de Loureiro Relvas nasceu em Viseu no dia 19 de Julho de 1865, filha de Antónia da Silva Mendes e de Luís de Loureiro Queiroz Cardoso Leitão, uma das Famílias mais abastadas de Viseu.
A seu pai Luís de Loureiro é-lhe atribuído o título de 1º Visconde de Loureiro em 1866. Na sua formação pedagógica e artística teve grande influência sua tia materna, D. Maria do Céu Mendes, pedagoga e pianista, com ela terá aprendido a tocar harpa e cítara. Casa com José de Mascarenhas Relvas em 05 de Fevereiro de 1882, seu primo em 2º grau por via materna. O casal teve três filhos, nenhum dos quais sobreviveu aos progenitores: Maria Luísa de Loureiro Relvas (1883 – 1896), Carlos de Loureiro Relvas (1884 – 1919), João Pedro de Loureiro Relvas (1887 – 1899). Após o casamento fica a viver na Quinta do Outeiro, na Golegã, mudando-se para a Quinta dos Patudos, nos finais do século XIX.
Eugénia esteve sempre presente na vida do marido, acompanha-o a Madrid quando este esteve como embaixador de Portugal em Espanha (1911-1914).
Mulher muito elegante para a época, de gosto requintado nos vestidos, sapatos, jóias e adereços, mantinha-se a par das novidades do mundo da moda, principalmente vindas de Paris. Nos Patudos, com seu marido, recebe vários serões culturais, mas é presença assídua em concertos musicais, teatro e saraus culturais em Lisboa. Depois da morte do marido, em 31 de Outubro de
1929, divide a sua vida entre Alpiarça e Lisboa, pois possuía casa nesta cidade, na Avenida Duque de Ávila.
Eugénia vem a falecer em Alpiarça, no dia 31 de Maio de 1951.