segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

20 de Janeiro - 2020 - Dia de S. Sebastião



Em dia de S. Sebastião, apresentamos-lhe uma escultura do Século XVIII, da autoria de José de Almeida, a ele dedicada.

São Sebastião, era coniderado o terceiro padroeiro de Roma, o seu martírio terá acontecido em 288.

Durante a Idade Média era um dos santos mais populares no nosso país, devido ao poder anti-pestífero que lhe era atribuído.
Ter-se-á firmado a crença de que, tal como as flechas disparadas pelos algozes não foram capazes de o matar, também a peste e outras doenças vindas do exterior não seriam capazes de penetrar no corpo de cada um.
Esta proteção estendeu-se às doenças que atacavam as culturas agrícolas.
No século XIX, é também invocado como protector das vinhas.
Venha ver esta e outas obras de arte na Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça.


São Sebastião
José de Almeida
Século XVIII (ca 1740 – 1750)
Madeira policromoda e dourada
122,3 cm
CP – MA
Inv. Nº 84.66

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

17 de Janeiro - Dia de Santo Antão

Santo Antão

Hoje celebra-se o Dia de Santo Antão, e por isso apresentamos-lhe uma excelente pintura a ele dedicada, que se encontra na colecção da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça.
Santo Antão, nasceu por volta do ano 251, em Tebaida, no Alto Egipto e faleceu em 356, com 105 anos de idade.

Santo Antão
Pintura a óleo sobre tela
Século XVII
Escola Espanhola
Att a Ribera
83,5 cm x 72 cm
CP – MA
Inv. Nº 84.118



quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Apresentação do Livro - Do outro lado do tempo - 25 de Janeiro - 16h00


A autora Marianela Valverde, apresenta no próximo dia 25 de Janeiro, às 16h00, no Auditório da Casa dos Patudos o Livro: Do outro lado do tempo. A obra é editada pela Alfarroba e apresentada pelo Jornalista Fernando Correia.

A capa é uma pintura da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça: As Abandonadas, da autoria do pintor Constantino Fernandes.
O legado que nos foi deixado por Constantino Fernandes dá-nos a conhecer um Portugal rural, mas que ao mesmo tempo começa a descobrir a industrialização. Nos Patudos existe uma obra que nos retrata iso mesmo: Abandonadas, de 1909.

Esta pintura é um documento importantíssimo para o estudo da Revolução Industrial em Portugal, retratando o Areal da Junqueira, Zona Industrial de Alcântara – Lisboa. Esta cena verídica é de um grande realismo, deixando-nos perceber as preocupações sociais que tinha José Relvas ao escolher esta como a pintura preferida da sua grande colecção de arte.

Workshop carne de Coelho - Como a vais cozinhar hoje?


Decorreu esta tarde,nas Cozinhas Velhas da Casa dos Patudos, o Workshop carne de Coelho - Como a vais cozinhar hoje.
A Acção de Formação foi dedicada à carne de coelho, realizada pelo Chef. Hélio Loureiro, com o apoio da Associação Portuguesa de Nutrição (APN), Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) e Associação Portuguesa de Cunicultura (ASPOC).
Em Destaque estiveram os benefícios nutricionais da carne de coelho, a sua versatilidade e tradição.
Foi excelente.
Parabéns.


segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Carne de Coelho – Como a vais cozinhar hoje? - Workshop para profissionais

CARNE DE COELHO – COMO A VAIS COZINHAR HOJE?

Workshop para profissionais.

Cozinhas Velhas da Casa dos Patudos, dia 14 de Janeiro, 16h00.
A Não Perder.

A AHRESP, através de uma parceria com a ASPOC (Associação Portuguesa de Cunicultura), Está a realizar Acções de Formação dedicadas à carne de coelho para profissionais de restauração e talhos de todo o país.
As formações serão realizadas pelo Chef. Hélio Loureiro, com o apoio da Associação Portuguesa de Nutrição (APN).
Em Destaque estarão os benefícios nutricionais da carne de coelho, a sua versatilidade e tradição, bem como cortes e receitas, entre outros aspectos técnicos.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça, aumenta o número de visitantes em 2019.

No ano de 2019 a Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça foi visitada por 11.503 visitantes.

Obrigado a todos que nos visitaram e ficaram a conhecer a Casa dos Patudos.
Tivemos um acréscimo de visitantes de 2,8% relativamente ao ano anterior, o que nos deixa muito satisfeitos!
A Equipa da Casa dos Patudos, conta com o apoio de todos para que em 2020 possamos fazer ainda mais e melhor!
Todos que aqui trabalham agradecem.
Muito Obrigado!
Esperamos a sua visita em 2020!
Bom Ano Novo, com muitas visitas a Museus!
Sala de São Francisco - Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Peça do Mês - Janeiro

Nossa Senhora a alimentar o Menino
Buril (colorido)
Marten de Vos

Século XVI
17,2 cm X 12,9 cm
CP – MA
Inv. N.º 84.604

Para o mês de Janeiro, da nossa colecção de arte, escolhemos um buril, impresso em papel, de origem flamenga, da autoria de Marten de Vos que representa Nossa Senhora a alimentar o Menino.
Filho do pintor Pieter de Vos, Marten de Vos nasceu em Antuérpia, em 1532. Tal como muitos outros pintores europeus, aperfeiçou-se em Itália. De volta à sua terra natal, Marten de Vos, tornou-se o mestre mais prestigiado de Antuérpia, ocupou o lugar de decano da Guilda entre 1571 e 1572. Faleceu nessa mesma cidade em 1603.
O buril apresentado, impresso em papel, possui a particularidade de se encontrar minuciosamente colorido, à maneira do Norte da Europa. No entanto, é de salientar que não estamos perante uma simples Adoração, mas sim perante uma cena da infância de Jesus, quando Nossa Senhora procedeu ao seu desmame.
Nesta obra, Marten de Vos retomou o episódio da alimentação de Jesus com uma abundância de pormenores, introduzindo-o no enquadramento da cozinha da casa de José e Maria, que corresponde a uma habitação pitoresca da Flandres quinhentista.
Em primeiro plano, sentada dentro de uma ceira, similar às usadas para as crianças, Nossa Senhora tem o Menino ao colo e alimenta-o com uma colher de cabo alongado, recolhendo o leite de uma escudela aquecida numa trempe que jaz no chão, perto do lume aceso à boca da lareira.
A Criança, desnuda sobre um pano de pureza, agita-se alegremente e deixa escorrer algumas gotas do liquido pelo queixo. De acordo com a regra iconográfica, a mãe tem o cuidado de não tocar de forma directa o corpo do filho, por uma questão de respeito, e, para ampará-lo, usa uma dobra do tecido. Junto de si, um baú aberto com o enxoval da Criança.
Enquanto a Virgem alimenta o Filho, o aposento está a ser arrumado por três anjos que vieram auxiliar nas tarefas domésticas, de acordo com a tradição dos finais da Idade Média. Um deles seca um cueiro junto às chamas e contempla o Menino; outro ajeita o berço; o terceiro, tendo um frasco na mão, chama a atenção para alguém que chega.
De facto, uma mulher vinda de um aposento no piso superior acaba de abrir a porta e olha a cena. Do lado oposto, através de uma grande porta aberta para o exterior vê-se uma rua típica da Flandres, com edifícios bem caracterizados e arvoredo. Aí surge José, já com alguma idade, de machado em punho, a trabalhar no aparelhamento de um tronco, rodeado pelas ferramentas de carpinteiro.