sábado, 1 de fevereiro de 2020

PEÇA DO MÊS - FEVEREIRO


Peça do mês –  Fevereiro
Mulher da Máscara
Pintura a Óleo Sobre Tela
Columbano Bordalo Pinheiro
1899
61.6 cm X 53 cm
CP – MA
Inv. Nº 84.705

Neste mês do Carnaval damos a conhecer uma obra de Columbano Bordalo Pinheiro, irmão do ceramista Rafael Bordalo Pinheiro, A Mulher da Máscara, que foi pintada no final do século XIX.
Filho de Manuel Maria Bordalo Pinheiro, Columbano nasceu em Cacilhas em 1857. Desde tenra idade desenvolve a sua paixão pela pintura. Integra a Academia Real de Belas Artes de Lisboa aos 14 anos tendo terminado o curso de 7 anos em apenas 4 anos. Em 1881, já com 24 anos, Columbano Bordalo Pinheiro viaja para Paris com  uma bolsa de estudo. Viajou com a sua irmã mais velha, Maria Augusta, que veio a retratar várias vezes.
Em Paris, foi discípulo de Manet, Degas e Deschamps, entre outros.
Regressando a Lisboa, junta-se ao grupo do Leão. Em 1900, Columbano foi nomeado professor da Escola de Belas Artes de Lisboa, cargo que ocupou durante 24 anos. Destacar ainda o facto de Columbano ter sido um dos escolhidos pelo governo provisório a integrar a comissão encarregue de escolher o modelo da bandeira nacional. Terá sido ele o maior responsável pela escolha das cores e do desenho da nova bandeira içada a 1 de Dezembro de 1910.
Columbano Bordalo Pinheiro faleceu em Lisboa, a 6 de Novembro de 1929.
A obra representa um retrato de mulher, apresentada como uma grande dama (possivelmente Emília Bordalo Pinheiro, mulher do artista). Veste fato preto, desnudado nas costas, calça luva cinzenta e segura uma mascarilha preta, o cabelo é  cinzento, apanhado no cimo da cabeça, onde tem posto um pequeno chapéu preto com uma pluma cinzenta.
A moldura é dourada em madeira e gesso trabalhado, por folhas de acanto, volutas e arabescos.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

GOVERNO DE JOSÉ DE MASCARENHAS RELVAS


27 de Janeiro de 1919 – 30 de Março de 1919.

Governo de José Relvas

O 19º Governo da Primeira República, nomeado a 27 de Janeiro de 1919, liderado por José Relvas, ficou conhecido pelo Governo da Desforra, por ser logo seguido aos governos sidonistas.

Em 1919, a conjuntura política entrou numa crise profunda, após o assassinato de Sidónio Pais (14 de Dezembro de 1918), por José Júlio da Costa.
É nesta data que durante um período de grande instabilidade política José Relvas foi Primeiro Ministro e Ministro do Interior (27 de Janeiro a 30 de Março de 1919).
O Directório do Partido Democrático, perante esta instabilidade política exigia um governo de concentração republicana. Para a tarefa de dirigir o novo executivo, nada melhor que um republicano histórico: José Relvas.
A escolha recaiu sobre este uma vez que era um político moderado, mas também pelo seu estatuto, pela independência, pelo republicanismo firme e também pelo seu espírito conciliador Estas características faziam de Relvas a personalidade que melhor se adequava à liderança política no contexto histórico pós-sidonista.
No seu Governo estavam representados todos os partidos da República, incluindo um membro do partido socialista com a pasta do Trabalho. A sua composição era a seguinte: Presidência e Interior, José Relvas (republicano independente); Justiça, Francisco Manuel Couceiro da Costa (evolucionista); Finanças, António Paiva Gomes (democrático); Guerra, António Maria de Freitas Soares (independente); Marinha, Tito Augusto de Morais (unionista); Estrangeiros, Egas Moniz (sidonista); Comércio, Pinto Osório (sidonista); Colónias, Carlos da Maia (independente pró-sidonista); Instrução, Domingos Leite Pereira (democrático); Trabalho, Augusto Dias da Silva (socialista); Abastecimentos, João Henriques Pinheiro (sidonista); e Agricultura, Jorge de Vasconcelos Nunes (unionista).
Os objectivos do Governo de Relvas centravam-se na defesa das instituições e na normalização de todas as actividades perturbadas pelos contrarrevolucionários. O Presidente do Ministério sabia que a recomposição política do regime exigia uma disciplinada e ordenada distribuição dos cargos públicos.
Na apresentação do Governo ao Senado, no dia 3 de Fevereiro, José Relvas afirmou, como nos relata nas suas memórias políticas, que: «a sua missão é grande e bem difícil, mas em poucas palavras se resume: subjugar enérgica e rapidamente a revolta monárquica, promover a punição justa e legal de todos os responsáveis por tão criminosa tentativa, restabelecer a normalidade em todo o país e em seguida entregar o regime, salvo e purificado, em mãos que forem competentemente escolhidas para a continuação da obra redentora iniciada em 5 de Outubro de 1910».
O Governo de José Relvas foi bem acolhido pelo Presidente da República, Canto e Castro, e pela opinião pública. O Ministério que dirigiu durou apenas dois meses – de 27 de Janeiro a 30 Março de 1919 –, mas apesar disso, teve um papel decisivo na Restauração da República e na destruição dos restos do sidonismo.


Nuno Prates
Conservador da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça


domingo, 26 de janeiro de 2020

APRESENTAÇÃO DO LIVRO DO OUTRO LADO DO TEMPO

APRESENTAÇÃO DO LIVRO
"DO OUTRO LADO DO TEMPO"
de Marianela Valverde editado pela Editora Alfarroba.



Ontem, dia 25 de Janeiro de 2020, no Auditório da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça foi apresentado o livro Do Outro Lado do Tempo. A mesa foi moderada pelo Eng.º Ricardo Hipólito, a apresentação do livro foi levada a cabo pelo Jornalista, Fernando Correia e pelo Conservador da Casa dos Patudos, Dr. Nuno Prates. O evento contou com a presença dos nossos Autarcas, assim como, amigos e convidados da autora e público em geral.
A capa da obra é uma pintura da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça: Abandonadas, da autoria do pintor Constantino Fernandes.

O livro fala-nos do abandono de crianças na Roda dos Expostos, que ocorreu em Portugal e em toda a Europa durante um longo período de tempo.

Para muitos pais, num Portugal rural e pobre, era o último grito de esperança. Aqui colocavam os filhos à mercê de uma sorte que poderia nunca vir a existir e de uma exígua hipótese de sobrevivência que na maioria das vezes se traduzia em morte.






quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Apresentação do livro: Do Outro Lado do tempo



A autora Marianela Valverde, apresenta no Sábado, dia 25 de Janeiro, às 16h00, no Auditório da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça, o Livro: Do outro lado do tempo.

A obra é editada pela Alfarroba.
A capa é uma pintura da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça: As Abandonadas, da autoria do pintor Constantino Fernandes.
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

20 de Janeiro - 2020 - Dia de S. Sebastião



Em dia de S. Sebastião, apresentamos-lhe uma escultura do Século XVIII, da autoria de José de Almeida, a ele dedicada.

São Sebastião, era coniderado o terceiro padroeiro de Roma, o seu martírio terá acontecido em 288.

Durante a Idade Média era um dos santos mais populares no nosso país, devido ao poder anti-pestífero que lhe era atribuído.
Ter-se-á firmado a crença de que, tal como as flechas disparadas pelos algozes não foram capazes de o matar, também a peste e outras doenças vindas do exterior não seriam capazes de penetrar no corpo de cada um.
Esta proteção estendeu-se às doenças que atacavam as culturas agrícolas.
No século XIX, é também invocado como protector das vinhas.
Venha ver esta e outas obras de arte na Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça.


São Sebastião
José de Almeida
Século XVIII (ca 1740 – 1750)
Madeira policromoda e dourada
122,3 cm
CP – MA
Inv. Nº 84.66

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

17 de Janeiro - Dia de Santo Antão

Santo Antão

Hoje celebra-se o Dia de Santo Antão, e por isso apresentamos-lhe uma excelente pintura a ele dedicada, que se encontra na colecção da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça.
Santo Antão, nasceu por volta do ano 251, em Tebaida, no Alto Egipto e faleceu em 356, com 105 anos de idade.

Santo Antão
Pintura a óleo sobre tela
Século XVII
Escola Espanhola
Att a Ribera
83,5 cm x 72 cm
CP – MA
Inv. Nº 84.118



quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Apresentação do Livro - Do outro lado do tempo - 25 de Janeiro - 16h00


A autora Marianela Valverde, apresenta no próximo dia 25 de Janeiro, às 16h00, no Auditório da Casa dos Patudos o Livro: Do outro lado do tempo. A obra é editada pela Alfarroba e apresentada pelo Jornalista Fernando Correia.

A capa é uma pintura da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça: As Abandonadas, da autoria do pintor Constantino Fernandes.
O legado que nos foi deixado por Constantino Fernandes dá-nos a conhecer um Portugal rural, mas que ao mesmo tempo começa a descobrir a industrialização. Nos Patudos existe uma obra que nos retrata iso mesmo: Abandonadas, de 1909.

Esta pintura é um documento importantíssimo para o estudo da Revolução Industrial em Portugal, retratando o Areal da Junqueira, Zona Industrial de Alcântara – Lisboa. Esta cena verídica é de um grande realismo, deixando-nos perceber as preocupações sociais que tinha José Relvas ao escolher esta como a pintura preferida da sua grande colecção de arte.