sexta-feira, 1 de julho de 2022

Peça do mês - julho

 



Tejo junto à praia do Alfeite (O lugar do Alfeite)

Óleo sobre madeira

António Ramalho

1880

48 cm X 70 cm

CP – MA

Inv. Nº 84.726

No mês de julho apresentamos uma obra do pintor António Ramalho, O lugar do Alfeite. O artista, nasceu em 1858, em Barqueiros (Mesão Frio), no seio de uma família pobre. Muito jovem vai para o Porto, onde trabalha numa marcenaria, aproveitando os tempos livres para se dedicar à pintura, foi discípulo do pintor naturalista Silva Porto, na Academia de Belas Artes de Lisboa. Em 1881 é membro fundador das exposições do Grupo do Leão e em 1882 o Marquês da Praia e Monforte concede-lhe uma bolsa de estudo em Paris, durante dois anos.

A sua obra caracteriza-se por quadros de temática realista, onde abundam as paisagens marítimas e os retratos de mulheres e crianças.

Está representado em vários museus, mas também no Palácio Soto-Maior, na Figueira da Foz, nos tetos do Teatro Garcia da Orta, em Évora e na abóboda do Palácio da Bolsa, no Porto. Faleceu subitamente na Figueira da Foz, em 1916, com 58 anos.

A obra em destaque é precisamente uma marinha, pinta-a com apenas 22 anos de idade, representa o tejo com os barcos dirigidos para a praia do Alfeite. Ao fundo e à esquerda casas do lugar do Alfeite, no monte.

No areal duas casas de madeira pintadas uma de azul e a outra de encarnado.

A moldura é em madeira e gesso dourado e trabalhada. Salientando-se um friso de pérolas e outro de folhas de loureiro.

A obra pertenceu à coleção de João Burnay.


quarta-feira, 1 de junho de 2022

Peça do mês - junho


 Retrato de criança (Natália)

Óleo sobre madeira
Martinho da Fonseca
1920
58,2 cm X 54 cm
CP – MA
Inv. Nº 84.713
Em Portugal é no dia 01 de junho que celebramos o dia da criança. A Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça escolheu para este mês um retrato de uma criança, a Natália. Esta era uma menina de oito anos, que foi retratada pelo pintor Martinho da Fonseca.
Martinho Gomes da Fonseca nasceu em Lisboa, no dia 03 de janeiro de 1890, foi aluno de Columbano Bordalo Pinheiro na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, tendo enveredado pela carreira docente, como professor de Artes Plásticas.
Como pintor recebeu diversos prémios, nomeadamente o Prémio Anunciação, em 1912.
Ao longo da sua carreira expôs em diversas cidades europeias e várias das suas obras constam de vários museus portugueses e de coleções particulares. É o autor do retrato de Bernardino Machado que consta na Galeria dos Presidentes da República Portuguesa.
Foi professor efetivo de Desenho das Escolas Industriais e na Sociedade Nacional de Belas-Artes da qual foi presidente. Na década de 1950 foi professor de Desenho na Escola Industrial e Comercial de Angra do Heroísmo desenvolvendo uma importante ação como divulgador dos novos conceitos estéticos da pintura nos Açores.
A 11 de outubro de 1957, foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem da República. Faleceu no dia 14 de janeiro de 1972.
Natália é retratada com o seu rosto redondo emoldurado de longos cabelos louros cobertos por um vulgar chapéu de palha de abas grandes esburacadas. O rosto de criança enfeitiçou o artista que puxando pelo lápis, logo começou a desenhá-la. Na Foz do Arelho, a Natália passava montada num burro, miúda humilde de fartos cabelos e rosto enxovalhados, mas que apesar de tudo isso, deu de facto uma bela obra de arte, na sua expressão infantil, há um misto de complacência e curiosidade.
A obra está datada e assinada e foi comprada por José Relvas diretamente ao artista.

terça-feira, 10 de maio de 2022

Visita Virtual - Divindades e Episódios ligados à Mitologia na Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça.

 No dia em que a Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça, faz 62 anos de abertura ao público, um dia dedicado à Mitologia Clássica.

Uma visita virtual orientada pelo Prof. André Ferreira, em redor das divindades e episódios ligados à mitologia clássica.
A não perder às 18h30.
Inscrições: mithosgrecoromanos@gmail.com
Atividade gratuita.

domingo, 1 de maio de 2022

Peça do mês - maio

 


Retrato de Margarida Amália Mendes de Azevedo Vasconcelos Relvas e Campos
Óleo sobre tela
José Malhoa
1887
143 cm X 110 cm
CP – MA
Inv. Nº 84.261

Em Portugal é no primeiro domingo de maio que celebramos o dia da mãe. A casa dos Patudos – Museu de Alpiarça escolheu para este mês um retrato de Margarida Amália Mendes de Azevedo Vasconcelos Relvas e Campos (1837 - 1887), esposa de Carlos Augusto Relvas e Campos (1838 - 1894), e mãe de José Mascarenhas Relvas (1858 - 1929), da autoria de José Malhoa (1855 – 1933).

José Vital Branco Malhoa nasceu nas Caldas da Rainha, em 28 de abril de 1855. Com apenas 12 anos entrou para a escola da Real Academia de Belas Artes de Lisboa. Em todos os anos ganhou o primeiro prémio, devido às suas enormes faculdades e qualidades artísticas. Realizou várias exposições, tanto em Portugal como no estrangeiro, designadamente em Espanha , França e Brasil. Pioneiro do Naturalismo no nosso país, integrou o Grupo do Leão. Destacou-se também por ser um dos pintores portugueses que mais se aproximou da corrente artística do Impressionismo. Foi o primeiro presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes e foi feito Grande-Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada. Em 1933, ano da sua morte, foi criado o Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha.

A obra apresentada é um retrato de Margarida Amália Relvas, numa pintura de grande formato, de circunstância, em torso com um vestido preto e apoiada num móvel, outra rosa guarnecendo o peito, a cabeça destaca-se da brancura de gola, Segura na mão direita um leque azul, a qual assenta no espaldar da cadeira, estando sobreposta pela mão esquerda, apresenta uma caracterização fisionómica opaca.

A moldura é de madeira e gesso dourado, decorada por folhas de acanto, arabescos e folhas de loureiro.

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios – 18 de abril de 2022


Realiza-se no próximo dia 18 de abril o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, instituído pelo ICOMOS Internacional (Conselho Internacional de Monumentos e Sítios).
O tema do ano de 2022 é: Património e Clima.
O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, foi instituído em 1982 pelo ICOMOS e aprovado pela UNESCO no ano seguinte.
A temática deste ano tem como finalidade reconhecer o potencial do património cultural na construção de uma ação climática inclusiva, transformadora e justa, através da salvaguarda de todos os tipos de património cultural contra os impactos climáticos adversos, da construção de respostas informadas a situações de desastre, da implementação de um desenvolvimento sustentável resiliente ao clima, numa perspetiva de equidade e justiça.
O Dia Internacional de Monumentos e Sítios, 18 de Abril, será comemorado pelo Município de Alpiarça/Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça com o seguinte programa:
Visitas Guiadas Gratuitas à Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça Horário das Visitas
(10h15; 11h00; 11h45; 14h15; 15h15; 16h155; 17h00).
Atividades para o Pré-Escolar
Manhã – 10h00 – 11h30
Tarde – 13h30 - 15h00
- Vamos descobrir a cozinha dos patudos" - Visita animada à cozinha
- Primavera na ponta dos dedos" - Atelier de pintura com as mãos
- Desenhar à lupa" - Atelier de pesquisa da natureza e desenho à vista.
As crianças irão ser divididas em três grupos e circularão pelas três atividades.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

INFORMAÇÃO

Informamos que nos próximos dias 15, 16 e 17 de abril a Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça se encontra encerrada.

A equipe da Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça deseja a todos uma Páscoa Feliz.


quinta-feira, 31 de março de 2022

Peça do mês - abril

São Francisco de Paula

Escultura em barro policromado

Joaquim Barros

Finais do Século XVIII/Inícios do Século XIX

27 cm

CP – MA

Inv. Nº 84.121

A peça divulgada neste mês de abril é uma escultura em barro policromado, representando São Francisco de Paula, (cujo dia se comemora a 02 deste mês). Este foi o eremita fundador da ordem dos Mínimos. Nasceu a 27 de março de 1416 em Paula, Itália, no seio de uma família cristã. Os seus pais rezaram a São Francisco de Assis para poderem ter filhos e foi também a este Santo que recorreram quando o filho mais velho desenvolveu um abcesso num olho. Prometeram que se o filho (Francisco d'Alessio) se curasse usaria o hábito durante um ano completo, num dos conventos da ordem.

Aos 13 anos, após receber a visão de um frade franciscano, entra para o convento, onde passa o ano seguinte, período durante o qual dá provas de um grande amor pela oração, pela penitência e também de uma grande humildade e obediência. Após sair do convento, parte em peregrinação a locais de devoção com os pais.

Regressando a Paula, retira-se para viver em solidão dedicando-se à oração e penitência. Em 1435, juntaram-se-lhe dois companheiros e construíram três celas e uma capela, surgindo assim uma nova ordem. Com o aumento gradual dos seus discípulos, São Francisco conseguiu a permissão do arcebispo de Cosenza para a construção de um grande convento e de uma igreja. A devoção ao Santo aumentou, pelos muitos milagres que realizou.


A regra adotada por São Francisco de Paula e pelos seus seguidores foi a de uma vida de grande severidade, abstinência e pobreza, com destaque para a humildade, lema da ordem. Francisco de Paula recusou ser ordenado sacerdote, mas obteve da Santa Sé a permissão da designação de Ordem dos Mínimos, os últimos de todos os religiosos. O rei Luís XI de França nutria uma grande admiração por ele. Quando se encontrava moribundo, mandou chamá-lo para que este o preparasse para a sua derradeira viagem. Os seus sucessores, Carlos VIII e Luís XII, mantiveram-no junto da corte como consultor. Foi em Tours, França, que veio a falecer, a 2 de abril de 1507. Doze anos após a sua morte, a 1 de maio, foi canonizado durante o pontificado do Papa Leão X.

A escultura de fabrico português, da autoria de Joaquim Barros (1762-1820), representa um frade, com rosto de idoso e uma barba comprida. Este tem a mão direita encostada ao peito. Veste um hábito de cor preta pintado com folha dourada, as mangas são decoradas com motivos muito trabalhados. O santo tem à cintura um crucifixo de cor castanha, que pende de uma corda formada por duas fiadas. A forma como foi representado é em estado de total contemplação.